

A apresentação da nova coleção da JYSK para a estação fria deixou uma ideia clara, renovar a casa não exige um projeto sem fim nem a troca de tudo o que já temos. Trata-se, acima de tudo, de olhar para o espaço com outros olhos e perceber como uma textura, uma cor diferente ou um detalhe simples podem transformar o ambiente.
A proposta junta tons terra, verdes profundos, azuis e beringela a acabamentos metálicos e formas orgânicas. Em vez de impor um estilo rígido, a coleção convida a misturar quentes e frios para dar mais personalidade à casa.
A tendência Raw Beauty inspira-se no mundo natural, mas foge do óbvio, não se fica pelos beges e madeiras claras, inclui azuis e verdes que trazem camada e interesse visual.
O segredo está no contraste descontraído, pequenos pontos de cor, um sofá neutro ganha vida com uma almofada azul, uma mesa de apoio num canto esquecido muda toda a dinâmica da sala.
Jogo de texturas, tecidos suaves cruzam-se com superfícies irregulares, e os acabamentos mate misturam-se com detalhes brilhantes. Linhas suaves e peças de formas arredondadas ajudam a suavizar a rigidez dos móveis mais clássicos.
Na linha Renewing, a base mantém-se fiel ao minimalismo nórdico, madeira, linhas limpas e funcionalidade, mas ganha nova energia com os tons de uva, beringela e detalhes em metal que ajudam a refletir a luz.
O melhor desta abordagem é a facilidade de integração, assim não é necessário substituir as peças centrais da casa, basta colocar alguns apontamentos simples, tais como um castiçal metálico sobre uma consola, uma manta com textura no cadeirão, um vaso num tom mais escuro na estante.
A zona de refeições é onde esta liberdade decorativa mais se destaca, louças, individuais, copos e castiçais permitem mudar o tom da mesa consoante o dia, hoje verde, amanhã beringela, sem comprometer o resto da divisão.
Mais do que estética, a coleção prioriza a utilidade real, um equilíbrio visual que deixa a mesa bonita, mas pronta a ser usada.
No fim, as tendências servem para inspirar, pois a casa continua a ser feita de memórias, objetos guardados ao longo do tempo e escolhas pessoais de épocas diferentes. A grande mais-valia desta coleção é precisamente essa, dar espaço ao que já existe e acrescentar apenas o que estava a faltar.
Artigo por Carla Silva

