56% das portuguesas recorrem primeiro à internet para sintomas íntimos

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5 de Maio, 2026

56% das portuguesas recorrem primeiro à internet para sintomas íntimos

A INTIMINA apresenta um estudo sobre saúde íntima em Portugal que evidencia uma contradição: apesar do acesso à informação, os tabus continuam a moldar a forma como as mulheres lidam com o seu corpo, comunicam sintomas e procuram respostas.

Num universo de 500 mulheres em Portugal, os dados mostram que o problema não é apenas o acesso à informação, é estrutural, cultural e emocional.

O estudo mostra que 93,8% considera que falar sobre saúde íntima feminina ainda é desconfortável, seja porque 35,8% acredita que é ainda um tema muito tabu e 58% diz que continua a ser tabu, apesar de estar a melhorar. Este dado é particularmente relevante: o desconforto não existe apenas na esfera pública, estende-se às conversas entre mulheres, onde seria expectável maior abertura.

Cerca de 95,4% das inquiridas reconhece que ainda existem tabus na sociedade portuguesa, traduzindo-se em barreiras concretas em dificuldade em falar abertamente, adiamento de conversas importantes e menor partilha de experiências.

Perante dúvidas ou sintomas, cerca de 92,4% já recorreu à internet ou redes sociais pelo menos uma vez (40,4% várias vezes, 52% algumas vezes) à procura de respostas. E quando surge um sintoma, 56% pesquisa primeiro online. Para a INTIMINA, este comportamento mostra que a internet se tornou o “primeiro consultório”, muitas vezes substituindo o diálogo com profissionais de saúde.

Quando se trata de falar sobre sintomas ginecológicos:

  • 41,8% sente-se totalmente confortável;
  • 35,6% fala com profissionais, mas com algum desconforto;
  • 16% limita-se a círculos próximos;
  • 6,8% não se sente confortável de todo.

Além disso, 37,8% indicam que já evitaram falar com o ginecologista por vergonha. Ou seja, mesmo quando há acesso a cuidados médicos, o tabu continua a interferir diretamente na qualidade da comunicação clínica. Segundo as próprias inquiridas, a falta de literacia em saúde íntima resulta de vários fatores combinados como a falta de educação sexual nas escolas, vergonha e tabu social, ausência de informação clara nos media, desinformação online ou dificuldades no acesso a consultas.

Para a INTIMINA, os dados revelam um padrão claro: “As mulheres procuram respostas, mas nem sempre nos sítios certos, nem com o conforto necessário para fazer as perguntas certas”, afirma Pilar Ruiz, Marketing and Communications Manager da INTIMINA em Espanha e Portugal.

A marca destaca que o acesso digital não substitui educação estruturada e a literacia em saúde íntima ainda depende demasiado da iniciativa individual. A INTIMINA reforça ainda que quebrar o silêncio é um passo essencial para melhorar a saúde feminina em Portugal.

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