


Em Lisboa, a Páscoa continua a ser um pretexto para reunir a família à mesa e alongar o almoço entre conversa, pratos de memória e a serenidade própria de um domingo de celebração. Este ano, o chef Celso Padeiro assina duas propostas distintas para o dia 5 de abril, ambas pensadas para transformar a refeição num momento especial: o Buffet de Páscoa do Varanda de Lisboa, no Hotel Mundial, e o Menu de Páscoa do Capítulo Restaurant & Bar, integrado no Convent Square Hotel Vignette Collection.
Embora diferentes no formato, os dois conceitos partem da mesma intenção, honrar os sabores tradicionais da quadra pascal, trabalhando-os com cuidado, elegância e um olhar contemporâneo. No fundo, são duas formas de viver a mesma celebração, uma mais panorâmica e abundante, outra mais intimista e composta, mas ambas com Lisboa como cenário e a cozinha portuguesa como ponto de partida.
No Varanda de Lisboa, a experiência faz-se também da paisagem. Poucos lugares conseguem oferecer uma perspetiva tão ampla sobre os telhados da cidade e o recorte do Castelo de São Jorge. É nesse enquadramento que surge um buffet pensado para quem aprecia variedade e o prazer de ir descobrindo sabores ao longo da refeição. As entradas e saladas abrem o apetite com crostinis de tomate e manjericão, empadas de galinha com vinho do Porto e uma seleção de salgadinhos tradicionais, como mini croquetes, pastéis de bacalhau e rissóis de camarão. A proposta inclui ainda tábuas de queijos com doce de abóbora, charcutaria e enchidos regionais, além de um caldo de castanhas com presunto crocante e hortelã, reconfortante e aromático.
Nos pratos quentes, o chef convoca referências muito ligadas à mesa portuguesa. O bacalhau lascado sobre grelos salteados com batata avelã surge como homenagem a um produto incontornável da nossa gastronomia, enquanto o cabrito assado com alecrim, servido com arroz de fumeiro e esparregado, recupera um dos rituais mais emblemáticos da Páscoa. Para quem prefere uma alternativa vegetariana, há penne salteada com pak choi, abóbora, soja e coentros, numa combinação leve e fragrante. A refeição prolonga-se depois na sobremesa, com uma mesa que reúne folar da Páscoa, brownie de chocolate com caramelo salgado, tarte de frutos do bosque, trouxas de ovos e fruta laminada. Tudo isto pode ser acompanhado por vinhos selecionados Adega Mãe PHC Hotels Colheita Particular, além de cerveja, águas, refrigerantes e café. O buffet tem o valor de 65 euros por pessoa.
Uma proposta mais clássica mas não menos festiva
Já no Capítulo Restaurant & Bar, o registo é mais contido, mas não menos festivo. Integrado no Convent Square Hotel Vignette Collection, este espaço propõe um almoço de Páscoa servido à mesa, onde cada momento do menu foi desenhado para sublinhar a tradição com sofisticação. A experiência começa com um creme de marisco com sapateira desfiada e coentros, entrada de perfil reconfortante, onde a intensidade do mar é equilibrada por frescura aromática. Seguem-se os pratos principais, divididos entre mar e terra. O bacalhau grelhado, servido com batata em caldo de caldeirada, salteado de azeitonas galegas e maionese de salsa e poejo, revisita um clássico com técnica e subtileza. O cabrito assado em forno a lenha, acompanhado por cremoso de castanhas, grelos e espargos salteados em molho de alecrim, convoca sabores familiares, mas com apresentação cuidada e leitura atual.
Na sobremesa, regressa um símbolo incontornável da época, o folar húmido em calda de baunilha e canela, servido com licor de amêndoa e doce de ovos. Um final guloso, profundamente português, que encerra a refeição com sentido de ocasião. Também aqui a harmonização está assegurada, com seleção de vinhos branco e tinto Adega Mãe PHC Hotels Colheita Particular, além de cerveja, águas, refrigerantes e café. O menu tem o valor de 70 euros por pessoa, com bebidas incluídas.
Entre a amplitude luminosa do Varanda de Lisboa e a elegância resguardada do Capítulo, há duas formas muito apelativas de celebrar a Páscoa na cidade. Mais do que dois almoços especiais, são duas propostas que devolvem à mesa o seu papel mais importante, o de lugar de encontro, partilha e prazer.
Artigo por Carla Silva

