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Sugestões New Woman: 3 livros para ler no fim-de-semana

Em fim-de-semana de Dia do Trabalhador, a New Woman decidiu trazer-lhe três livros relacionados com a evolução do mercado de trabalho.

O Dia do Trabalhador serve para que trabalhadores espalhados por todo o mundo celebrem as conquistas que foram feitas ao longo da História no campo dos seus direitos enquanto funcionários. No entanto, este dia tem ainda como finalidade sensibilizar as pessoas para a falta de condições de trabalho que se verificam por todo o mundo.

A sua origem data a 1886, quando foi levada a cabo uma greve geral em Chicago, nos Estados Unidos da América, onde foram reivindicadas melhores condições laborais e salariais. Apesar disso, apenas em 1989 é que a data foi oficializada pelo Congresso Operário Internacional, em Paris.

Na tentativa de cultivar o seu interesse por temáticas relacionadas com as condições de trabalho e a sua evolução durante o percurso do mundo até ao ponto atual, trouxemos-lhe três livros que discutem isso mesmo.

A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado

Créditos de imagem: livraria Almedina

A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado” é uma obra da autoria de Friedrich Engels, filósofo alemão, que foi publicada em 1884. Neste livro, Engels apresenta uma teoria sobre a evolução social, que parte da análise do papel da família, da propriedade privada e do Estado na história da humanidade.

O autor diz que a família monogâmica, a propriedade privada e o Estado são produtos históricos do desenvolvimento social. Ele analisa a história das sociedades primitivas, onde a propriedade era comunal e a família era matriarcal, contrastando com a história das sociedades mais avançadas, onde a propriedade é privada e a família é patriarcal.

“A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado” é uma obra sobre o pensamento socialista, que oferece uma perspetiva crítica acerca da história da humanidade e a relação entre trabalho, propriedade e poder, extremamente relevante para o Dia do Trabalhador.

A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo

Créditos de imagem: Fnac

O livro “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” foi publicado em 1905. Através dele Max Weber, sociólogo, jurista e economista alemão, examina a relação entre o protestantismo e o desenvolvimento do capitalismo.

O autor argumenta que certas filosofias do movimento protestante impulsionaram o desenvolvimento de uma ética do trabalho rigorosa e disciplinada, que foi fundamental para a criação de uma cultura empresarial que valorizava a eficiência, a produtividade e a acumulação de riqueza.

Nesta obra, Weber examina a história do capitalismo, desde suas origens na Europa ocidental até ao início do século XX, analisando o papel do trabalho, do comércio e da acumulação de riqueza na formação do capitalismo moderno. Adicionalmente, apresenta uma análise das instituições sociais – como a família e a religião – e sua influência na formação do caráter individual e na cultura empresarial.

“A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” é considerado um excelente livro para quem deseja entender a história do capitalismo e a relação entre a religião e a economia.

O Direito à Preguiça

Créditos de imagem: Fnac

Em Dia do Trabalhador é importante realçar que o trabalho não é tudo e que é necessário haver equilíbrio nas nossas vidas. Este livro mostra que, no século XIX, já existia quem reconhecesse essa importância.

“O Direito à Preguiça” é o ensaio de Paul Lafargue, ativista, jornalista e economista franco-cubano. Publicada em 1880, esta obra é uma critica à ideologia do trabalho e propõe uma reflexão sobre a importância do lazer e do descanso na vida das pessoas.

O autor defende que a ideologia que valoriza o trabalho constante e o esforço individual é prejudicial à saúde e à felicidade das pessoas, propondo uma mudança de perspectiva e defendendo o direito que cada uma delas tem a uma vida mais equilibrada – com mais tempo para o lazer, para a família e para os amigos.

Lafargue também critica a noção de que o trabalho é uma virtude em si mesmo e diz que este deve ser avaliado pelo seu valor social e não pelo esforço individual que exige. Além disso, em “O Direito à Preguiça”, o autor defende que a sociedade deve garantir um tempo adequado para o lazer, e que o trabalho deve ser distribuído de forma mais equitativa entre os indivíduos.

Esta obra é considerada uma crítica social importante e continua a ser relevante nos dias de hoje, especialmente em um mundo em que a tecnologia torna cada vez mais difícil separar o trabalho da vida pessoal.

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