O que acontece quando guarda a louça molhada?

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O que acontece quando guarda a louça molhada?

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Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, não secar a louça antes de os arrumar pode ter consequências graves para a saúde.

A sua cozinha pode ser o coração da sua casa, mas também pode ser a porta de entrada para a propagação de doenças graves e isto porque, de acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 48 milhões de pessoas adoecem todos os anos devido a uma doença de origem alimentar, 128 mil são hospitalizadas devido a essas doenças e 3 mil acabam por morrer em consequência das mesmas.

As bactérias podem espalhar-se de inúmeras formas na sua cozinha e os médicos dizem que podem representar um perigo quando menos se espera, como por exemplo depois de lavar a louça. Os médicos alertam para o facto de que guardar a louça quando a mesma ainda se encontra molhada é um erro comum, que pode levar a doenças de origem alimentar causadas por uma contaminação bacteriana.

Na indústria de serviços alimentares (hotéis, restaurantes, etc.), empilhar a louça sem secar por completo é conhecido como “nidificação húmida”. Os médicos afirmam que esta prática pode ser perigosa, uma vez que a humidade persistente pode promover o crescimento de bactérias.

“Muitas pessoas concentram-se em lavar a louça de forma eficaz para eliminar os resíduos alimentares visíveis, mas também é importante secar com cuidado para evitar que as bactérias e outros germes cresçam nas superfícies da mesmas”, afirma Kelly Johnson-Arbor, médica toxicologista e diretora médica do National Capital Poison Center, antes de acrescentar que o Código Alimentar da FDA (Food and Drug Administration – agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos da América) exige que os restaurantes coloquem a louça a secar ao ar livre, em vez de a secar com toalhas ou de a guardar molhada.

Johnson-Arbor observa também que, se utilizar louça acabada de lavar e que não esteja completamente seca, “o risco de transmissão de doenças é provavelmente baixo”. No entanto, a louça lavada que permaneceu húmida durante um longo período de tempo pode albergar níveis perigosos de bactérias.

“Num estudo realizado em 2001, os investigadores mediram o crescimento bacteriano na louça suja, seca ao ar e humedecida, encontrada na cozinha de um hospital e descobriram que a louça seca ao ar continha níveis de bactérias semelhantes ao da louça húmida nas primeiras 24 horas após a lavagem. No entanto, 48 horas após a lavagem, a louça húmida continha significativamente mais bactérias do que a seca ao ar, o que sugere que a colocação prolongada de louça húmida pode ser um factor de risco para o crescimento e transmissão de bactérias”, explica a médica.

Existem alguns tipos de bactérias que são suscetíveis de contaminar a sua louça, se esta não for seca. “É provável que a louça contenha germes que se encontram normalmente nas mãos e na boca das pessoas que a utilizam. Essas bactérias incluem espécies de Staphylococcus e Streptococcus”, diz Johnson-Arbor, acrescentando que estas podem causar várias doenças nos seres humanos, incluindo feridas e infecções cutâneas. “A louça utilizada em hospitais, lares de idosos ou outras instalações médicas pode conter outros germes, incluindo bactérias causadoras de doenças ou espécies de fungos, se não for desinfetada e secada adequadamente”.

Embora secar a louça com uma toalha possa eliminar rapidamente a humidade, Johnson-Arbor diz que a melhor forma de secar a louça é secá-la completamente ao ar num suporte. “A utilização de uma toalha para secar a louça pode espalhar germes nas superfícies limpas e a colocação de louça molhada cria um ambiente húmido entre a louça onde os germes podem crescer e prosperar”, afirma.

De facto, de acordo com um estudo de 2013 publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, as doenças de origem alimentar – casos como a E.Coli e a Salmonella – podem viver nos panos de cozinha durante 48 horas ou mais. A equipa de investigação salienta que, embora 92% dos consumidores utilizem panos e esponjas como parte da sua rotina de limpeza da louça, apenas 9% os substituem diariamente a um ritmo que minimizaria a contaminação bacteriana.

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