Lojas de roupa em segunda-mão: qual é o balanço dos últimos anos com uma pandemia pelo meio?

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Lojas de roupa em segunda-mão: qual é o balanço dos últimos anos com uma pandemia pelo meio?

De convencidos pelo valor da roupa para atraídos face à tendência que se instalou. Este é o desenho do público que tem ampliado o mercado das roupas em segunda-mão. Mas, enquanto crescem e fazem sucesso a olhos vistos as lojas online de second-hand, assiste-se a uma redução no número de visitantes em lojas físicas? Nem por isso e antes pelo contrário, mesmo quando se dividiu o teto com uma pandemia.

Segunda-mão: Lojas físicas VS lojas online

Quem o diz é Rúben González, do Departamento de Comunicação da Humana, uma organização sem fins lucrativos que visa a reutilização têxtil a favor da proteção ambiental. Acredita que ambas “convivem sem problemas”, sobretudo porque respondem a públicos diferentes. “A venda offline oferece ao cliente uma experiência que não oferece o e-commerce”, afirmou.

A mesma teoria, com uma visão ainda mais otimista, é defendida pelo stylist António Branco, da Pop Closet, uma loja de roupa em segunda-mão no Chiado, cujas peças que entram são escolhidas a dedo com critérios bem definidos, não havendo lugar para marcas de fast-fashion. “A proliferação das lojas online, só veio na realidade beneficiar o meu negócio”, contou-nos.

A alternativa sedutora e com crescente valorização social

Porquê? Rúben González pode ajudar na explicação. “Trata-se, ao mesmo tempo, de um público que superou os estereótipos da moda em segunda-mão” e, por isso, aliado ao “culto da originalidade com forte presença nas redes sociais”, como complementa António, reúnem-se os ingredientes para sair do forno a normalização daquilo que é a compra de roupa usada.

Mas, esta mudança de paradigma toca ainda no ambiente e mais além. “Passou de roupa para pessoas com poucos recursos para uma manifestação de moda sustentável a preços acessíveis com um claro componente de diferenciação frente à oferta fast fashion”, lembrou o porta-voz da Humana.

Uma questão que o período pandémico pode ter favorecido, já que, de acordo com o stylist, o facto de as pessoas terem ficado em casa isoladas, potenciou uma maior sensibilização face aos problemas ambientais. Recorde-se que a indústria da moda é uma das mais poluentes do Planeta, pesando na balança a elevada produção de resíduos e consumo de matérias-primas.

Inclusive, com base num estudo levado a cabo pela Humana, 60% da roupa comprada nas lojas de segunda-mão desta organização sem fins lucrativos, substitui a aquisição de peças novas, “o que contribui para a prevenção das emissões de CO2 e de resíduos têxteis posteriores”.

O balanço antes e após a pandemia que obrigou a fechar portas

Contam-se os clientes que contam para manter as lojas vivas e, se por um lado, a Pop Closet menciona uma maior adesão no pós-pandemia, a Humana aponta um balanço geral positivo, embora recuperam os números que antecediam o confinamento.

“Eu abri a loja há 5 anos e os primeiros dois anos e meio foram difíceis. Os portugueses tinham algum preconceito e foi muito suportado por turistas. Mas, mal reabrimos após a pandemia, o nosso negócio triplicou”, diz António Branco.

Por sua vez, a Humana, apelidou o ano de 2020 como um “ano complexo”. Aumentou o número de lojas mas viu uma queda no número de clientes de 2019 (cerca de 465 mil) para 2020 (aproximadamente 338 mil), sendo que nesse mesmo ano o número de clientes era inferior aos registos de 2018 (387 mil).

As medidas de confinamento adotadas pelo Governo, que levaram ao encerramento de várias lojas, estão na origem. No entanto, no passado ano de 2021, com mais 5 lojas, por comparação a 2019, aproximaram-se da meta para resgatar os valores anteriormente obtidos com cerca de 460 mil clientes.

Quer internamente, quer na relação com o público, a previsão aponta para um caminho de crescimento alinhado com a montanha que têm escalado até então. “Contámos com o apoio de mais 383.246 doadores têxteis que, no ano passado depositaram 2.700 toneladas de peças nos 843 contentores que dispomos [e estão espalhados em vários municípios]”.

Sustentabilidade, moda, acessibilidade, exclusividade e uma economia circular cabem todas no carrinho das compras em segunda-mão, sobretudo numa altura em que a inflação sobe de forma galopante e o Planeta Terra grita por socorro.

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