Fomos tirar a limpo os alimentos que parecem saudáveis mas não são

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Fomos tirar a limpo os alimentos que parecem saudáveis mas não são

A New Woman esteve à conversa com a nutricionista Mariana Abecasis que rompeu com algumas teorias em relação aos produtos ‘fit’ e deixou em relevo a diferença entre querer ter uma alimentação saudável e uma alimentação para emagrecer.

Há teorias em relação à alimentação que se propagam tão rápido que se perde a sua origem mas, na maioria das vezes, o problema são os contornos que as mesmas ganham. Por este motivo, entrevistámos a nutricionista Mariana Abecasis que nos ajudou a desconstruir a lista de alimentos que aparentam contribuir para uma alimentação saudável e vida fit, mas não passam disso mesmo: aparências.

Açaí rima com…? Bomba calórica

O Açaí pode servir de motor de arranque. Alguém lembrou-se de divulgar que o açaí é uma refeição saudável, e não mentiu. De facto, o açaí na sua essência é uma opção saudável. É um fruto rico em antioxidantes, apresenta cerca de 70 calorias (por 100g), 4g de hidratos de carbono e 5g de gordura, sendo fonte de ácidos gordos ómega 3 e ómega 6, relembra Mariana.

Mas, o problema reside na forma como é comercializado tipicamente em Portugal. “Não é na sua forma de fruta ao natural, mas sim na forma de gelo/granizado. Desta forma o açaí torna-se rico em hidratos de carbono e açúcares, não sendo uma opção dietética, nem interessante do ponto de vista nutricional, para consumo regular”, avançou a nutricionista.

Além disso, acrescentou ainda que “a moda a que se assiste hoje em dia é usar o açaí como base e adicionar toppings como granola, banana, leite condensado, pepitas de chocolate, coco ralado… entre outros, ou seja, opções com elevada densidade calórica e muitos deles ricos em açúcar”. Por isso, reforçou “os açaís podem transformar-se em autenticas bombas calóricas!”

O problema das bolachas de arroz que não têm problema

As bolachas de arroz e milho são opções muitas vezes indicadas por nutricionistas e aí não há contra-argumento, atendendo à simplicidade do produto, já que a maioria apresentam apenas 2 ingredientes na sua composição: milho ou arroz e sal. Não contendo por isso aditivos, gorduras ou açúcares de adição.

Mas o caso muda de figura quando são adicionados toppings, “porque fazem delas umas bolachas sem açúcar e pouco calóricas, para bolachas açucaradas e ricas em calorias”, explica.

O resultado? “Uma unidade pode passar de 23 calorias para 70 calorias, o que é um aumento significativo, principalmente tendo em conta que dificilmente conseguimos comer apenas 1 bolacha”.

Os produtos “light” e os “sem açúcar”

Olhamos para a direita e os produtos light piscam, piscam. Olhamos para a esquerda e as embalagens ‘zero açúcares’ piscam, piscam. Mas em que é que ficamos?

Ora, assim como há ‘teorias urbanas’ de que alguns produtos são saudáveis, embora não o sejam e daí não arredam pé, há também outras teses que motivam o preconceito, sem fundamento.

De acordo com a nutricionista, “nem todos os produtos light são boas opções, mas a ideia de que os produtos light são artificias e fazem mal à saúde, está errada também”, disse. “Importa primeiro de tudo desmistificar e ensinar o que é um produto light. Porque vejo que há muita desinformação associada”, explica.

Para ser considerado um alimento light tem de ter uma redução de pelo menos 25% de determinado componente e/ou calorias em relação ao seu produto original. Mariana adiantou ainda que esta redução pode ser à conta de gorduras ou açúcares e reflete-se, geralmente, numa diminuição do valor calórico, não implicando necessariamente a adição de aditivos ou de ingredientes artificiais.

“Se são melhores opções? A resposta é depende”, afirma.

Os queijos light, por exemplo, podem ser uma opção saudável mas requerem moderação. Pondo na balança um queijo Philadelfia Light e um Philadelfia original, Mariana refere que o primeiro apresenta 154 calorias (por 100g) e 12g de gordura, o que para um queijo fresco é um pouco excessivo, mas, quando comparado com segundo ou com um queijo gordo/curado/amenteigado, acaba por ser uma alternativa mais equilibrada e aconselhada.

Mas quando se falam dos produtos “zero açúcar”, sobretudo bolachas, Mariana adverte de imediato que a grande maioria são publicidade enganosa. “Não são bolachas menos calóricas do que as “ditas normais”, pelo contrário! Por vezes até são mais calóricas”, reforça, salientando que, além de serem mais processados, não têm o ‘açúcar convencional’ mas têm outros tipos de açúcar cuja composição tem o mesmo efeito no organismo. Tal como a frutose, os xaropes, o açúcar de coco, o melaço, o dextrose, entre outros, numera a nutricionista. “Por isso uma correta leitura e interpretação dos rótulos é fundamental, afirma.

Bolachas de água e sal: menos açúcar mas mais gordura?

Não se devem generalizar porque há várias, defende a nutricionista. Mas também não se deve assumir como exato que é um produto saudável. Porquê? Porque tendem a ter menos açúcares na sua composição, mas muitas vezes são compensadas com mais gordura. Além de que o teor de sal, muitas vezes ultrapassa o valor aconselhado.

“As bolachas de água e sal podem apresentar um teor de açúcares entre os 3 e as 6g (por 100g), o que é incomparavelmente menos do que umas bolachas açucaradas, mas em compensação apresentam como 2º ingrediente da lista gorduras (como óleo de palma), ou seja cerca de 8 a 12g de gordura (por 100g)”.

Barritas de cereais:  “energética” ou “dietética”?

Mariana Abecasis chama à atenção para a importância desta distinção quando se investe em barritas de cereais com a expectativa de ser uma boa alternativa. “Muitas barrinhas não apresentam açúcar na sua composição, mas são feitas à base de frutos secos e sementes, apresentando uma densidade calórica muito elevada. Já outras barrinhas que afirmam não ter açúcar, mas depois são adoçadas com mel, ácer, agáve ou tâmaras, sendo por isso opções muito açucaradas na mesma”, por isso há que ter cuidado quando as intenções são o emagrecimento.

O importante aquando da escolha dos alimentos passa por identificar o objetivo e agir de braço dado com ele. Neste sentido, Mariana relembra que nem todos os alimentos saudáveis ou escolhas saudáveis favorecem a perda de peso, atirando o exemplo dos frutos secos. “São super nutritivos e saudáveis, mas altamente calóricos. Por isso são uma opção alimentar saudável, mas favorecem o aumento de peso, em vez da perda de peso”, disse.

“Por isso mais uma vez recordo! Fazer escolhas conscientes e adaptadas ao nosso objetivo é fundamental”, concluiu.

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