Ataques de violência online crescem contra mulheres jornalistas 

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Ataques de violência online crescem contra mulheres jornalistas 

Relatórios de várias organizações e órgãos de comunicação social expõem a percentagem arrepiante de mulheres que já sofreram ameaças de violência física e sexual.

A violência online contra mulheres jornalistas é uma das mais graves ameaças globais à liberdade de imprensa, e no ambiente digital existe um aumento exponencial de ataques às mesmas no decorrer do seu trabalho. Isto acontece, especialmente, na interseção de um discurso de ódio e desinformação, onde o assédio, a agressão e o abuso são usados para tentar calá-las.

A misoginia e a violência online são uma ameaça real à participação das mulheres no jornalismo e na comunicação pública na era digital. É uma constante luta pela igualdade de género e uma crise de liberdade de expressão, que necessita urgentemente de ser levada a sério, não só por todas as pessoas envolvidas, mas também por toda a sociedade.

São alguns os relatórios e estudos que têm sido desenvolvidos acerca deste assunto, e um dos principais foi lançado em 2021 pela UNESCO e pelo Comité de Proteção de Jornalistas (CPJ), chamado “The Chilling: Global trends in online violence against women journalists” (O arrepio: tendências globais na violência online contra mulheres jornalistas). Este abrangente relatório em forma de livro, resultou numa pesquisa realizada com 900 profissionais de imprensa em 125 países. No Dia Internacional da Mulher de 2022, dois capítulos da próxima edição do estudo “The Chilling”, dando assim sequência ao volume de 2021, foram antecipados pelo CPJ e pela Organização das Nações Unidas. Os dois novos capítulos detalham como as empresas jornalísticas e as grandes empresas de tecnologia estão a falhar em mitigar e responder, adequadamente, à violência online contra mulheres jornalistas.

Neste relatório, quase 75% das entrevistadas dizem ter sido vítimas de assédio, ameaças e ataques online, e 20% delas dizem que essas agressões estão a começar a ser feitas pessoalmente, estendendo-se, deste modo, a famílias e conhecidos. 

Segundo o estudo, apenas sete das 714 mulheres ouvidas receberam aconselhamento, afastamento do trabalho para recuperação ou segurança física, e só 21% delas receberam algum tipo de suporte de segurança digital. Para 10%, os empregadores não tomaram atitude alguma. Por fim, 20% das entrevistadas submetidas a abuso virtual, disseram ter sofrido algum tipo de ataque no mundo real. Não esquecendo, deste modo, que a violência física contra as mulheres aumentou durante a pandemia.

Relembrando que, em 2017, o CPJ informou que, nesse ano, duas mulheres jornalistas em lados opostos do mundo foram assassinadas pelo seu trabalho, e ambas foram alvos de ataques online de género antes de serem mortas. Também a jornalista investigativa do The Guardian e Observer Carole Cadwalladr, que expôs a polémica história de como os dados pessoais de vários utilizadores do Facebook foram recolhidos secretamente pela consultoria britânica Cambridge Analytica, para publicidade política. Carole foi alvo de 10.400 casos separados de abuso entre 2019 e 2021, e este abuso era altamente de género e projetado para humilhar e menosprezar a jornalista a um nível pessoal e profissional.

Cabe assim, às organizações e a todos os cidadãos, reconhecerem o problema e lutar pela liberdade de imprensa e de expressão coletiva.

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